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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Fragmentos de Amor




Breve irei voar até alcançar a estrela
Que me guiou em noites silenciosas
No curso de minha vida passageira
Efêmera tal como pétalas de rosas.

Ao encontro da morada de meus sonhos
Que acalentei sem jamais poder realizar
Levo a saudade em meus olhos tristonhos
De quem tanto amei sem nunca encontrar.

Réu confesso de múltiplos pecados
Que a matéria imperfeita realizou
Desejos de corações apaixonados
Doces mistérios e encantos do amor.

Levo n'alma teus sonetos e poesias
Que fascinado li com muita emoção
Versos que me deram tantas alegrias
Conquistando meu carente coração.

Mulher poesia de olhar encantador
Faróis que iluminaram meu caminho
Do verde da floresta todo esplendor
Linda esmeralda colorindo meu destino.

Amor que vence a barreira da distância
Desafiando limitações do mundo virtual
Alimentando com vigor a esperança
De ter nos braços o que sabe ser real.

Da vida decepções que me marcaram
Na ilusão que alimentou os dias meus
Amizades que minh'alma conquistaram
Me deixando sem ao menos um adeus.

Da infância recordações maravilhosas
Onde julgava que a tristeza não existia
Conduzido pelas mãos tão carinhosas
Da mãe saudosa que amo noite e dia.

Retóricas que ingênuo acreditei
Carinhos desprovidos de verdade
Paz que inutilmente procurei
No mundo de egoísmo e falsidade.

Se ao pai puder ver indagarei sem temor
O porque de ter sua criação abandonado
Se o filho que nos enviou com tanto amor
Na cruz perdoou todos nossos pecados.

De minha tragetória quero saber a razão
De ao querer te encontrar eu me perder
Nos labirintos que levam ao teu coração
Amor sublime que jamais vou esquecer.

Deixo meus versos a mercê do tempo
Que apaga o que um dia fez sentido
Elos fragmentados levados pelo vento
Lembranças de um poeta esquecido.




Direitos autorais protegidos por Lei.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

OCASO





Ao ocaso de minha vida
Paro e penso comovido
No que outrora foi tudo
E hoje nem faz sentido.

Nesse apagar de luzes
Que vi o homem criar
Nas guerras sem vencedores
Que levam o mundo a chorar.

Vi sonhos belos desfeitos
E lindas promessas esquecidas
Pessoas buscando maquinas
Com medo da própria vida.

Procurei um mundo novo
Onde pudesse encontrar
Gente de alma elevada
Conjugando o verbo amar.

E debruçado ao teclado
Num “dialogo” sem som ou imagem
Vi legendas coloridas andando de lado a lado
E símbolos de risos e sofrimentos , num oceano de saudade.

Vi horas passando rápidas
Sem perceber se era noite ou dia
E a vida que um dia tive, já não mais me pertencia
Pois interagir com o novo “mundo” era só o que queria.

Fiz amizades serenas, tímidas, felizes e engraçadas
Outras mergulhadas em ódio e preconceitos
Por serem sós ou talvez, nunca terem sido amadas
A tudo assisti pasmado e nunca entendi direito.

E fui girando na roda de um turbilhão de incertezas
Vi gente pregando solidariedade
Dizendo coisas elevadas de mais profunda beleza
Mas...Que ao serem chamadas a servir... Deram adeus a sua "nobreza".

Fui confessor, companheiro, em noites de solidão
Também fui um triste palhaço de um circo sem picadeiro e sem qualquer afeição...
E calei minhas carências abrindo meu coração
Vi confundirem minha alegria, com desrespeito e perversão.

E finalmente cansado, frustrado, desanimado, confuso em minha razão
Desliguei a quem julgava em meus devaneios e solidão
Ser mais que um "amigo" quem sabe até um "irmão".
Mas que na verdade nada mais é que uma fábrica de ilusão.

E liberto de meus sonhos pude novamente descortinar
A beleza que me cerca e me aceita com todas imperfeições
Sem nunca nada cobrar, simplesmente como sou...
Simplesmente por me AMAR.





* Falcão S.R *



Protegido pela Lei 9.610 de Direitos Autorais







domingo, 2 de setembro de 2007

REFLEXÕES





Sigo tentando entender o imprevisível
que me espreita ao longo do caminho,
colhendo afeto onde julguei não ser possível,
e frustrações que vão marcando meu destino.

Releio páginas amareladas pelo tempo
em meu diário de anseios e esperança,
folhas de outono levadas pelo vento,
lindas promessas transformadas em lembranças.

Restam-me poucas fichas para apostar
na roleta do futuro incerto e duvidoso,
confuso, já não sei em que acreditar,
num presente triste, frio e nebuloso.

Muda o cenário do palco iluminado
onde debalde tento fazer valer o meu papel,
somando enganos, erros e pecados,
que me distanciam da luz que vem do céu.

Infeliz em meus conceitos de avaliação,
em cada sorriso pensei ter um amigo,
passando a vida sem receber nenhum botão
de rosas que hão de cobrir meu corpo rígido.

Sinto meus lábios sequiosos por um beijo
perdendo a chama do amor de tanta espera,
na solidão, vou sepultando meus desejos,
como um jardim sem ver o sol da primavera.

Escrevo versos de paixão e amor
contraditórios à cruel realidade;
devaneios que ocultam a própria dor,
e fazem sentir o gosto amargo da saudade.

Como caldeira de vapor quase explodindo,
o coração armazenando sentimentos,
exausto de viver só me iludindo,
vou dando adeus aos sonhos e tormentos.

Hoje só existe uma verdade para me surpreender,
a derradeira chamada que não sei quando virá,
lei que o materialista teima em querer desconhecer,
retorno ao pó que ninguém pode evitar.

Ao juízo final levarei na alma
a luz sublime que minha estrada iluminou,
paz divina que revigora e acalma,
ternura de crianças que meu pranto enxugou.

Mesmo sem mágoas ou ressentimentos
não tenho motivos para me alegrar,
pois enquanto houver tristeza e sofrimento
não existe razão para comemorar.

A humanidade é a mesma que na arena
exultava ao ver o cristão ser devorado pelo leão,
e hoje assiste ao martírio do touro sem ter pena,
lançado flores sobre o sangue derramado pelo chão.

Da seara que com esmero e devoção cultivei,
ervas daninhas nasceram em profusão,
de onde tão pouco ou nada esperei,
vieram amigos, companheiros e irmãos.

Nas exceções encontro o reconforto,
natureza, fonte inesgotável de inspiração,
rogando em preces por um mundo novo,
onde o amor fraterno,não seja apenas ficção.




* Falcão S.R *

Protegido pela Lei 9.610 de Direitos Autorais.




sábado, 26 de maio de 2007

Mundo Virtual





A noite fria em silêncio vai passando
e às vezes penso que o mundo parou,
mesmo estático sou marujo navegando,
num mar de sonhos que o homem inventou.

Vejo retratos de tão belos coloridos,
que com carinho alguém me enviou,
mas que me lembram um campo florido,
onde a saudade é mais forte que o amor.

Jamais pensei que pudesse conquistar
amigos em tamanha profusão,
sem ter ao menos um para abraçar,
e aquecer no calor da minha afeição.

Sonho com um vale onde pudesse reunir,
todos aqueles cuja amizade conquistei,
onde a tristeza não pudesse existir,
um paraíso que em preces edifiquei.

Mas a realidade é cruel e torturante,
e vou seguindo em frente a tela de ilusão,
tal qual nuvem que se perde no horizonte,
transformo em versos o que restou da solidão.

Mesmo sem a linguagem rebuscada,
e o lirismo que o poeta consagrou,
vou deixando meus poemas na estrada,
porque até criança entende o que é amor.

Ainda que não exista ressonância,
do melhor que tive e doei,
aonde for levarei comigo a lembrança,
das amizades que jamais esquecerei.

Ignorando prepotência e desamor,
vou construindo um santuário de afeição,
pois aprendi que perante o Criador,
além de amigos...somos todos irmãos!.





* Falcão S.R *




quarta-feira, 23 de maio de 2007

ESPELHO






Espelho que sabe os segredos
Dos meus cabelos prateados
As frustrações da minha vida
Lindos sonhos não realizados.

Tudo que tento esquecer
Só tu me fazes relembrar
Tristeza que tive ao te ver
Pranto que me viste derramar.

Rugas que marcaram meu rosto
Frutos dos desenganos sofridos
Amarguras, decepções, desgostos
Do que julguei ser tão lindo.

Tu conheces minha história
Minhas efêmeras alegrias
E posso entender agora
Que ao te fitar, na realidade,
Era só tu que me vias.


*Falcão S.R *

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