segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Devaneios Coloridos



Cativo do desejo vou passando o tempo
Em devaneios coloridos vejo teu olhar
Na cidade distante onde mora o vento
Brilho de esmeralda que me faz sonhar.

Teu sorriso meigo de suave ternura
Lábios rosados que só penso em beijar
Sedosa pele clara como a luz da lua
Paz que enternece como o azul do mar.

Te vejo correndo no vale iluminado
Brincando com a primavera em flor
Sem perceber um coração apaixonado
Que por ti vai transbordando de amor.

Anjo sublime que a natureza encanta
Tesouro brilhante que enfim encontrei
Voz melodiosa que meu sono acalanta
Mulher esplendorosa que sempre amei.

Do alto da verde floresta vejo o Redentor
Abençoado a cidade que me viu crescer
Faço uma prece para proteger o amor
A quem entreguei-me sem nada temer.

A dor da solidão que vem com a saudade
Os dias que passam para nunca mais voltar
Barco que não resiste a fúria da tempestade
Rios que terminam sem nunca verem o mar.

Portas fechadas nas noites frias e silenciosas
Esperança agonizando num coração carente
Espinhos desprezados por proteger as rosas
Desilusão que faz do devoto um descrente.

Sigo persistente só porque te quero tanto
Que nada que aconteça consegue mudar
Esse sentimento que compensa o pranto
Mantendo a esperança de te conquistar.

No dia que me deres a chave de teu coração
Livre do tédio que o destino te proporcionou
Nos meus braços sentirás o que é sentir paixão
E que finalmente um grande amor te encontrou.







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Falcão S.R - RJ

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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Amor em Devaneios




Sinto receio desse amor confuso
Saudade imensa que tua ausência traz
E ainda assim esse tormento uso
Criando versos por te querer demais.

Simples testemunho da ternura
De um singelo romântico sonhador
Muito distante do lirismo que flutua
E consagra o brilhante escritor...

Quero apenas registrar para história
O sentimento que minha vida norteou
Para que o tempo não apague a memória
O que por ser tão belo nem ele acreditou.

Meu legado é a poesia mal escrita
Sem a métrica que destaca o trovador
Mas que para mim é sempre tão bonita
Porque fecunda de um eterno amor.

Amor que se enternece com um sorriso
E faz dueto com pássaros ao alvorecer
Que brinca com as estrelas do infinito
Singrando mares só para ti ver.

Vigília em longas noites solitárias
Paixão que rouba o sono reparador
Excitação permanente e imaginária
Desejo de possuir meu grande amor.

Por tudo isso revelo em poesia agora
Todos os sonhos que tive sem viver
Devaneios que minh'alma aflora
Sem poder um só minuto te esquecer.




* Falcão S.R *


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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Sou Poeta...




Sou guardião de sonho e esperança
Mensageiro de amor e desilusões
Levo comigo a fé que tudo alcança
Vou colorindo desejos e paixões...


Sou vidraça sem grade de proteção
Alma inquieta que não pára um segundo
Fazendo amigos desafetos, ou irmãos
Criando versos que falam ao coração...


Sou a tristeza de jardim abandonado
Avalanche de vulcão abrasador
Serenidade de lago azul iluminado
Ternura que envolve um grande amor...

Sou a revolta contra toda injustiça
Bravo guerreiro que não teme lutar
Minha arma indestrutível é a escrita
Que não fenece e ninguém pode calar...

Sou lamento dos pobres excluídos
Revolta do inocente encarcerado
Na estupidez das guerras sou o grito
Dos que sofrem nas mãos dos desalmados...

Sou pesadelo do corrupto enganador
Que insensível subtrai a Pátria querida
Em sua estrada sou as trevas e o terror
Abismo que destrói seu desamor...

Sou a lágrima que antecede a despedida
Abraço terno no regresso tão esperado
Defensor da natureza cruelmente agredida
A voz que aponta em versos o pecado...

Sou chama que aquece a noite fria
Despertando luxuria, desejo e paixão
Erotismo que supera timidez e covardia
Vinho que embriaga e dispara o coração...

Sou mar sereno em noites enluaradas
Raios de sol em tardes lindas de verão
Folhas de outono colorindo as estradas
Desejo de paz na mais sublime oração...

Sou peixe agonizando em rio poluído
Pássaro fugindo da floresta incendiada
Mensagem que serena o coração aflito
Linda seresta de uma alma apaixonada...

Sou história que o tempo não pode apagar
Voz que clama pela luz que ilumina o profeta
Alma que viaja além das estrelas e o luar
Natureza sempre em festa...Sou Poeta!.







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sábado, 6 de outubro de 2007

Versos em Oração



Respiro o perfume da noite iluminada
imantado pelo jardim de primavera
lendo os versos de tua alma abençoada
poesia carinhosa, sublime e tão sincera.

Em sintonia com tua bela oração
posso ouvir harpas divinais
coral de anjos executam uma canção
paz que não esquecerei jamais.

Agradeço emocionado tua presença
renovando minha fé e esperança
afastando a dor da longa ausência
daqueles que amei desde criança.

No silêncio faço uma prece fervorosa
na certeza que o Senhor irá me ouvir
esqueço os espinhos para ver as rosas
nos caminhos da vida a prosseguir.

Ouço o sorriso de amigos tão distantes
que generosos não me cobram perfeição
carinho que aquece e me deixa radiante
gente querida, sincera, meus irmãos.

Agradeço pelo leito aconchegante
a serenidade no dia que findou
lar que me abriga confortante
pão que o Senhor me ofertou.

Vejo a lua rodeada de estrelas
no céu sem nuvens da noite abençoada
penso na efêmera vida passageira
e o paraíso onde o Senhor fez sua morada.

Peço perdão por meus erros conscientes
e os que jamais desejei praticar
perdoando a quem viu em mim somente
aquele a quem não devemos perdoar.

Suplico por um mundo diferente
onde reine soberana a paz e harmonia
a tristeza esteja sempre ausente
e o amor fraterno seja a estrela guia.






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domingo, 30 de setembro de 2007

Bom dia meu amor !



Falo de amor e nem sei porquê
Escrevo poesias que você nem lê
Revelo meus sonhos de felicidade
Mas sou prisioneiro da cruel saudade.

Vago pelas ruas na noite sem fim
Meu coração te chama sem você ouvir
Olho o firmamento repleto de luz
Vendo nas estrelas seus olhos azuis.

O vento observa meu triste caminhar
Dissipando as nuvens que ocultam o luar
O belo prateado da estrada a luzir
Lembram as mesmas pérolas do seu sorrir.

Ouço um lamento nas ondas do mar
Que batem nos rochedos querendo passar
Penso em meu amor que é bem igual
Lindo e tão imenso que não tem final.

Fim de noite um novo dia chegando
Sobre as águas raios de sol vão brilhando
Volto para casa levando cansaço e dor
Mas ao ver o seu retrato exclamo...
Bom dia meu grande amor !





* Falcão S. R. - RJ *



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domingo, 16 de setembro de 2007

Em busca do amor




Passo a vida procurando um coração desarmado
Um abrigo imaculado sem preconceitos ou pecados
Que seja aconchegante como o ventre da gestante
Lindo oásis no deserto do sedento peregrino errante.

Que acredite no milagre de um novo nascer do dia
Transformando tempestades nas mais belas poesias
Revestido de ternura e mais sincera humildade
Isento do egoísmo que corrompe a humanidade.

Não assistindo o sofrimento como um filme de ficção
Solidário e fraterno vendo em todos um irmão
Amando os animais sem distinção fazer
Sabendo todos eles têm uma razão de viver.

Vendo nos idosos o fim que um dia o aguarda
Jamais negando auxilio a criança abandonada
Tal como a terra que mesmo pisada e ferida
Nos retribuiu com flores e os alimentos da vida.

Não esteja mergulhado em tristeza e nostalgia
Que seja um templo habitado por luz e muita alegria
Busco encontrar essa jóia do mais sublime valor
Pois tenho para entregar-lhe todo meu imenso amor.




* Falcão S.R - RJ *





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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

PIANO SAUDADE




Quando vejo os teclados de um piano
Relembro as noites que você me encantou
Da tristeza que restou, dos desenganos
Do vazio que ao partir você deixou.

Ouço os acordes de sonoras sinfonias
Que embalavam lindas noites de luar
As tuas mãos tão graciosas e macias
Que ajoelhado aos pés eu quis beijar.

Teu sorriso de ternura envolvente
Transparente como taça de cristal
Tua linda voz ecoando docemente
Teu meigo olhar de beleza angelical.

Nossa lareira invejando nosso amor
Mais flamejante do que o calor do sol
Os poemas que meu coração te ofertou
Nossos lábios molhados da cor do arrebol.

Como é cruel esta saudade traiçoeira
Que fez de mim um solitário sonhador
Pensando em ti passo noites em vigília
Em busca do amor que a vida me negou.




* Falcão S.R - RJ *



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terça-feira, 11 de setembro de 2007

FICANTES




Triste opção de quem vive
passando de mão em mão.
São os ficantes da vida,
caminhos da solidão.

Por uns dias ou instantes
se entregam como troféus,
a quem nada lhes oferece
além de uma taça de fel.

Vão vivendo como errantes
sem um amor verdadeiro;
por medo de ficarem sós,
por luxúria ou dinheiro.

Depois o leito vazio,
um telefone ao seu lado,
que não chama o dia inteiro,
pois já foi abandonado.

Testemunha da desdita,
de uma vida em decadência
aonde o tempo vai passando...
Sem que o amor faça presença.

Mentes pobres mergulhadas
no desvario e na descrença,
triste, só, e desprezadas,
desamor e turbulências.

Os cabelos prateando,
a beleza se esvaindo,
a flacidez aumentando...
Sem terem nada construído.

São os ficantes da eterna melancolia
que na nostalgia, saberão um dia,
que a suprema felicidade reside no amor e alegria...

De uma sagrada família.



* Falcão S.R - RJ *



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VIAGEM



Quando viajo na poesia, das horas esqueço
Faço do amor um mensageiro da esperança
Mesmo não sabendo do teu coração o endereço
Entrego-te a ternura que te envolveu ao ser criança.

Vejo-te levitando ao leres o poema
Que a inspiração de minh’alma te ofereceu
Porque o amor será sempre um lindo tema
A luz divina que o Criador nos concedeu.

Ao ler teu generoso comentário
Dando retoques de carinho à poesia
Ergo em peito um lindo santuário
Para acolher tua amizade e alegria.

Essa luz a quem devo tanta felicidade
Resguardando-me da tristeza e nostalgia
Não me permite saber na realidade

Onde termina o amor e começa a poesia.


* Falcão S.R - RJ *



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ULTIMATO



Por que viver dissimulando sentimentos
Se na verdade você quer o meu amor
Amargurada vais chorando seus tormentos
Lendo os poemas que você me inspirou.

O tempo passa e não dá para retornar
Melhor que venhas antes que seja tarde
E já exista outro alguém em seu lugar
Estou cansando desse seu jeito covarde
Que nem por amor você pode superar.

Não tenho vocação para viver de solidão
Sou chama ardente quer não se apagar
Meu ser reclama pelo calor de uma paixão
E delirantes desejos de seu corpo abraçar.

Esse compasso de espera é angustiante
Belas palavras se perdem no vazio
Ouvir um tango é muito emocionante
Porem não dá para dançar sozinho.

Creio que em meus versos me fiz entender
E se ainda permanecer esse amor platônico
Vou renovar minha vontade de viver
Dando adeus a esse romance frio e bisonho.





* Falcão S.R - RJ *



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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

TRISTE AMOR




Vida cansada, triste e vazia,
Momentos de eterna solidão.
Distância infinita, luzes apagadas,
Poesia sem vida, melancolia...
Fim de uma estrada.

Passaporte pra dor
Principio do fim
Caminhos sem cor
Desperdício de amor.

Sede de amar
Sentimento oprimido
Compasso de espera
Amor proibido.

Paz almejada
Jamais encontrada
Saudades do amor,
Que nem posso ver
Mas que vive comigo
Nem mais sei porque.

Pessoas que ficam a me contemplar
Achando tão triste meu jeito de amar
Alguém que espero como conto de fadas
Que um dia amanheça morrendo de amor
E venha correndo para os braços meus
Deixando para traz, os dias sombrios...
Que a vida me deu.



* Falcão S.R - RJ *


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domingo, 9 de setembro de 2007

ENGANO



Passei a vida buscando te encontrar
E me contive diante tua presença
Desejo louco de poder te amar
Mesmo amargando tua indiferença.

Mulher mistério , enigmática, proibida
Que atropela sonhos e esperanças
Pesadelo dessa e outras vidas
Que almejei com ternura de criança.

Os dias vão passando lentamente
Me libertando de desejos reprimidos
E já sem medo de sofrer sigo em frente
Do meu amor por ti me despedindo.

Triste mulher de coração encarcerado
Que descrente foge da paixão alucinada
E vê no no amor um triste e vil pecado
Como é sombrio o porvir de tua estrada.

Percebo agora o quanto me enganei
Ao te ofertar um amor tão verdadeiro
O que melhor que em mim havia te doei
Pobre palhaço do teu circo e picadeiro.

E diante de novos horizontes
Que cego de amor não percebia
Vejo agora como fui tolo e delirante
Ao me entregar a quem não merecia.

Adeus mulher vazia e amargurada
Maior engano de um poeta sonhador
És de minha vida uma pagina virada
O ocaso de um sublime e grande amor.




* Falcão S.R *


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sábado, 8 de setembro de 2007

Amor e Delirio


A noite vai passando lentamente
Na janela, vejo os clarões da tempestade
O aroma do teu perfume pairandono ar
Só o que me resta é a solidão e a saudade.


Não sei com quem andas, onde estás,
Nem mesmo se voltarei a te encontrar
Porém, tenho a certeza de querer-te sempre mais
E em vigília, passo as noites por te amar.


Em meu leito vejo marcas de teu corpo
E acaricio o calor da chama ardente
Num desvario de paixão e quase louco
Beijo o travesseiro onde repousaste mansamente.


A chuva cai como as lágrimas de m'alma
Sinto frio, tédio e silêncio
Busco numa prece minha paz tão rara
E quanto mais rezo, mais em ti penso.


De repente, não sinto o pulsar do coração
Confuso, nem sei mais como na vida prosseguir
Porem, na força do amor retomo a razão
E dou-me conta que o levaste ao partir.




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Falcão S.R - RJ

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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Teus Sonhos



Deixa-me viver teus sonhos
e atender teus apelos
beijar teus lábios tristonhos
e liberar meus anseios.

Quero teu corpo em meus braços
na mais fremente paixão
sentir teus cabelos dourados
bem junto ao meu coração.

Te envolver num longo abraço
deixando o tempo correr
e tudo que quiseres faço
só para te dar mais prazer.

Os teus olhos tão lindos
da cor de favos de mel
são portas do paraíso
que me conduzem para o céu.

Extasiado fico ao fitar
os tesouros que oculta teu pudor
sentindo meu sangue esquentar
querendo fazer amor.

Então te levo para o leito
amando-te até o amanhecer
com muito carinho e jeito
para que jamais possas esquecer.

Essa mistura de sonhos
que não podemos evitar
tem o calor do sol risonho
e brilha mais que o luar.





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Falcão S.R - RJ

NÃO CHORE !



Não chore! É tempo de flores
A natureza em festa quer te homenagear
O sol brilha sobre todos os amores
Até que venha a noite
E o prateado luar.

Não chore! Os vales estão coloridos
A primavera chegou
Botões de rosa sorrindo
Paira no ar o perfume do amor.

Não chore! Os pássaros cantam
O mar espelha o azul do infinito
Teus olhos me encantam
Porque não existe brilho mais lindo.

Não chore! Tu és eterna criança
Minha estrela guia
Sublime esperança
Luz da poesia.

Não chore! A festa é tua
És da vida o calor
O encanto da lua
Rainha da estação...Amor.


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Falcão S.R - RJ


BUSCA



Busquei na noite fria e silenciosa
A alegria de um sorriso teu
Olhei para o céu e não havia uma só estrela
Para guiar-me ao encontro do teu eu.

Vi em meu leito frio em desalinho
Marcas do amor que desprezaste
Solitário, entregue à meditação do meu destino...
Encontrei no travesseiro amigo
Um fio de cabelo que deixaste.

E na luz que refletia a lembrança
Que me legaste sem mesmo perceber,
Recompus-te em meu sonho de esperança
Entregando todo meu amor ao que restara de você.

E num descuido de minha mente atormentada
Não percebi que o vento adentrou
Pela porta que não fechaste ao partir alucinada
Levando o único alento que ficou...
Dessa tortura que é viver sem teu amor.


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Falcão S.R - RJ


quinta-feira, 6 de setembro de 2007

RIO




Rio que passa tão lento,
leva contigo o lamento
de minha alma vazia,
de noites tristes e tão frias,
na vida que vou vivendo.

Rio que banha as folhagens,
que beija em sua passagem
quem das margens te observa,
dos pássaros que cantam alegres,
e as flores que te rendem homenagem.

Rio espelho do céu, sol, e da lua,
tuas águas tão serenas,
beijam o corpo da linda morena nua,
que ao banhar-se em tuas águas,
se faz mais bela e mais pura.

Rio ouço o som da melodia,
que de ti ecoa sutilmente,
fazendo o coração da gente,
bater bem suavemente,
envolvido em tua paz.

Rio de alma elevada,
leva contigo minhas lágrimas,
ao encontro de minha amada,
diga-lhe que retorne apressada,
e não me deixe nunca mais.





* Falcão S.R *



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OCASO





Ao ocaso de minha vida
Paro e penso comovido
No que outrora foi tudo
E hoje nem faz sentido.

Nesse apagar de luzes
Que vi o homem criar
Nas guerras sem vencedores
Que levam o mundo a chorar.

Vi sonhos belos desfeitos
E lindas promessas esquecidas
Pessoas buscando maquinas
Com medo da própria vida.

Procurei um mundo novo
Onde pudesse encontrar
Gente de alma elevada
Conjugando o verbo amar.

E debruçado ao teclado
Num “dialogo” sem som ou imagem
Vi legendas coloridas andando de lado a lado
E símbolos de risos e sofrimentos , num oceano de saudade.

Vi horas passando rápidas
Sem perceber se era noite ou dia
E a vida que um dia tive, já não mais me pertencia
Pois interagir com o novo “mundo” era só o que queria.

Fiz amizades serenas, tímidas, felizes e engraçadas
Outras mergulhadas em ódio e preconceitos
Por serem sós ou talvez, nunca terem sido amadas
A tudo assisti pasmado e nunca entendi direito.

E fui girando na roda de um turbilhão de incertezas
Vi gente pregando solidariedade
Dizendo coisas elevadas de mais profunda beleza
Mas...Que ao serem chamadas a servir... Deram adeus a sua "nobreza".

Fui confessor, companheiro, em noites de solidão
Também fui um triste palhaço de um circo sem picadeiro e sem qualquer afeição...
E calei minhas carências abrindo meu coração
Vi confundirem minha alegria, com desrespeito e perversão.

E finalmente cansado, frustrado, desanimado, confuso em minha razão
Desliguei a quem julgava em meus devaneios e solidão
Ser mais que um "amigo" quem sabe até um "irmão".
Mas que na verdade nada mais é que uma fábrica de ilusão.

E liberto de meus sonhos pude novamente descortinar
A beleza que me cerca e me aceita com todas imperfeições
Sem nunca nada cobrar, simplesmente como sou...
Simplesmente por me AMAR.





* Falcão S.R *



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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O DIVINO MESTRE





Eu vi na escuridão da minha vida
a luz que brilhava bem distante,
era Jesus que me chamava confiante,
que um dia eu seria diferente.

De joelhos, lágrimas verteram a minha face,
ouvindo a voz que dizia ternamente:
Filho! enxugue teu pranto e segue minha estrada;
despojaste de valores que ao curso de tua vida amealhastes;
Renova-te! antes que seja tarde;
Eu sou a única luz de tuas veredas;
De todos os teus sonhos, a verdade.

Retorna ao passado e veras que milhões te antecederam,
perdendo-se nos labirintos do pecado,
em busca de valores passageiros.

Cuida para que teu corpo efêmero,
seja saudável e mais bonito,
sem contudo esqueceres o amor fraterno,
que eleva a alma as glorias do infinito.

Sejas bom, solidário,altruísta, sem preconceitos,
ama teu próximo como a ti se apresenta,
sabedor que no mundo inferior que habitas,
além das obras do Criador, nada é perfeito.

Aprende com o céu a iluminar
desde o mais puro, ao infeliz pecador,
como os pássaros que cantam ao raiar,
um novo sol de esperança e amor.

Saibas que o Pai que tudo vê,
e a centelha que habita em tua vida,
não delegou procurações nem o poder,
para ninguém de te guiar, alma querida.

Só depende de tua boa vontade,
com atitudes de amor e de bondade,
tendo a vida sublimada em caridade,
alcançar o reino onde vive a santidade.

O filho aflito busca refugio com ansiedade,
nos braços da mãe que o concebeu,
Deus que é soberano em bondade,
não abandona um só dos filhos Seus.

Assim é o Senhor teu Deus,
que te criou para com Ele habitar,
mesmo sabendo todos defeitos teus,
ao ouvir tuas súplicas irá te perdoar.









* Falcão S.R *


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terça-feira, 4 de setembro de 2007

CORTINAS




Quando as cortinas do palco se fecharem
E o silêncio reinar no palco de tua vida.
Os brilhos dos néons te abandonarem,
não existe em procura-me alma querida.

Em tua estrada verás poesias espalhadas

ofuscadas por tua insensibilidade e indiferença,
que deslumbrada foram por ti ignoradas,
mas que resistiram bravamente as tormentas.

Aquecerei-te no calor dos meus carinhos,

porque o verdadeiro amor não exige perfeição,
Não faz cobranças pelos erros do destino,
mantendo abertas as portas da bondade e perdão.

Então veras que a felicidade verdadeira,

reside no que é puro e mais singelo,
Que mesmo distante foste sempre a companheira,
razão maior dos meus sonhos e amor sincero.



* Falcão S.R *


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VIDA




Vida que segue em silêncio
Em minhas noites tão frias
Retorna à roda do tempo
Traz de volta minha alegria.

Viaja nos meus anseios
Nesse amor que me devora
Vai buscar a minha amada
Pois nem sei onde ela mora.

Entrega-lhe essa rosa tão linda
Junto com minha poesia
Elas simbolizam a ternura
E o meu amor nostalgia.

Diga-lhe que venha desfrutar
Desse meu imenso amor
Disposta a se entregar
Sem preconceitos ou pudor.

Não permitas que a doçura
De nossa ardente paixão
Seja só uma ventura
Almas gêmeas e solidão.




* Falcão S.R *

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domingo, 2 de setembro de 2007

REFLEXÕES





Sigo tentando entender o imprevisível
que me espreita ao longo do caminho,
colhendo afeto onde julguei não ser possível,
e frustrações que vão marcando meu destino.

Releio páginas amareladas pelo tempo
em meu diário de anseios e esperança,
folhas de outono levadas pelo vento,
lindas promessas transformadas em lembranças.

Restam-me poucas fichas para apostar
na roleta do futuro incerto e duvidoso,
confuso, já não sei em que acreditar,
num presente triste, frio e nebuloso.

Muda o cenário do palco iluminado
onde debalde tento fazer valer o meu papel,
somando enganos, erros e pecados,
que me distanciam da luz que vem do céu.

Infeliz em meus conceitos de avaliação,
em cada sorriso pensei ter um amigo,
passando a vida sem receber nenhum botão
de rosas que hão de cobrir meu corpo rígido.

Sinto meus lábios sequiosos por um beijo
perdendo a chama do amor de tanta espera,
na solidão, vou sepultando meus desejos,
como um jardim sem ver o sol da primavera.

Escrevo versos de paixão e amor
contraditórios à cruel realidade;
devaneios que ocultam a própria dor,
e fazem sentir o gosto amargo da saudade.

Como caldeira de vapor quase explodindo,
o coração armazenando sentimentos,
exausto de viver só me iludindo,
vou dando adeus aos sonhos e tormentos.

Hoje só existe uma verdade para me surpreender,
a derradeira chamada que não sei quando virá,
lei que o materialista teima em querer desconhecer,
retorno ao pó que ninguém pode evitar.

Ao juízo final levarei na alma
a luz sublime que minha estrada iluminou,
paz divina que revigora e acalma,
ternura de crianças que meu pranto enxugou.

Mesmo sem mágoas ou ressentimentos
não tenho motivos para me alegrar,
pois enquanto houver tristeza e sofrimento
não existe razão para comemorar.

A humanidade é a mesma que na arena
exultava ao ver o cristão ser devorado pelo leão,
e hoje assiste ao martírio do touro sem ter pena,
lançado flores sobre o sangue derramado pelo chão.

Da seara que com esmero e devoção cultivei,
ervas daninhas nasceram em profusão,
de onde tão pouco ou nada esperei,
vieram amigos, companheiros e irmãos.

Nas exceções encontro o reconforto,
natureza, fonte inesgotável de inspiração,
rogando em preces por um mundo novo,
onde o amor fraterno,não seja apenas ficção.




* Falcão S.R *

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sábado, 1 de setembro de 2007

Triste Esperança





Tanta saudade nesses versos tristes
e o amor persiste, não posso evitar!
A porta aberta desde que partistes,
tola esperança de que vais voltar.

Vago em silêncio na noite sem graça
pela mesma praça onde te encontrei;
a solidão aumenta e o tempo passa,
promessas esquecidas que acreditei.

Indiferente, ignoras as flores do caminho
que com ternura meu amor te ofertou...
dias sombrios vão marcando meu destino,
cruel herança que a vida me legou.

Cada linha que existe em minhas mãos,
mesmo um leigo consegue decifrar,
todas conduzem a um mar de ilusão
e a certeza que sempre irei te amar.

O mundo gira sem que eu possa perceber
tal qual fumaça que se perde pelo ar,
faço da poesia minha razão de viver,
buscando em cada verso te encontrar...

Relembrando apenas os bons momentos
que apaixonado estive ao teu lado,
esqueço-me do teu adeus todos tormentos,
perdoando por amor os teus pecados.

Mantendo a chama da ternura aquecida
e as rosas que com carinho cultivei,
vou regando o jardim de nossas vidas,
porque de ti, jamais esquecerei.




* Falcão S.R *


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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

DESPEDIDAS




Não gosto de despedidas,
elas são sempre sofridas,
prenúncio de solidão,
um gosto amargo de saudade,
como um barco que à deriva,
se perde na amplidão.

Não gosto de despedidas,

tem cheiro de flores mortas,
são tristes como um céu sem estrelas,
tal qual um viajante em noite escura,
desesperado batendo em vão em uma porta.

Não gosto de despedidas,

elas me fazem sofrer,
trazem a certeza que para sempre,
mesmo que eu não te conheça,
nunca irei te esquecer.

Não gosto de despedidas,

sinto minha alma vazia,
o vento sopra frio, gelando minha agonia
de que ao menos tu saibas,
do quanto eu te queria.

Não gosto de despedidas,
sinto a verdade da vida,
que fatalmente um dia nos vai separar,
o "desconhecido" que nos espera chegar,
o ocaso de uma estrela,
sepulcro do verbo amar.




* Falcão S. R *

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