quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Amor em Devaneios




Sinto receio desse amor confuso
Saudade imensa que tua ausência traz
E ainda assim esse tormento uso
Criando versos por te querer demais.

Simples testemunho da ternura
De um singelo romântico sonhador
Muito distante do lirismo que flutua
E consagra o brilhante escritor...

Quero apenas registrar para história
O sentimento que minha vida norteou
Para que o tempo não apague a memória
O que por ser tão belo nem ele acreditou.

Meu legado é a poesia mal escrita
Sem a métrica que destaca o trovador
Mas que para mim é sempre tão bonita
Porque fecunda de um eterno amor.

Amor que se enternece com um sorriso
E faz dueto com pássaros ao alvorecer
Que brinca com as estrelas do infinito
Singrando mares só para ti ver.

Vigília em longas noites solitárias
Paixão que rouba o sono reparador
Excitação permanente e imaginária
Desejo de possuir meu grande amor.

Por tudo isso revelo em poesia agora
Todos os sonhos que tive sem viver
Devaneios que minh'alma aflora
Sem poder um só minuto te esquecer.




* Falcão S.R *


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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Sou Poeta...




Sou guardião de sonho e esperança
Mensageiro de amor e desilusões
Levo comigo a fé que tudo alcança
Vou colorindo desejos e paixões...


Sou vidraça sem grade de proteção
Alma inquieta que não pára um segundo
Fazendo amigos desafetos, ou irmãos
Criando versos que falam ao coração...


Sou a tristeza de jardim abandonado
Avalanche de vulcão abrasador
Serenidade de lago azul iluminado
Ternura que envolve um grande amor...

Sou a revolta contra toda injustiça
Bravo guerreiro que não teme lutar
Minha arma indestrutível é a escrita
Que não fenece e ninguém pode calar...

Sou lamento dos pobres excluídos
Revolta do inocente encarcerado
Na estupidez das guerras sou o grito
Dos que sofrem nas mãos dos desalmados...

Sou pesadelo do corrupto enganador
Que insensível subtrai a Pátria querida
Em sua estrada sou as trevas e o terror
Abismo que destrói seu desamor...

Sou a lágrima que antecede a despedida
Abraço terno no regresso tão esperado
Defensor da natureza cruelmente agredida
A voz que aponta em versos o pecado...

Sou chama que aquece a noite fria
Despertando luxuria, desejo e paixão
Erotismo que supera timidez e covardia
Vinho que embriaga e dispara o coração...

Sou mar sereno em noites enluaradas
Raios de sol em tardes lindas de verão
Folhas de outono colorindo as estradas
Desejo de paz na mais sublime oração...

Sou peixe agonizando em rio poluído
Pássaro fugindo da floresta incendiada
Mensagem que serena o coração aflito
Linda seresta de uma alma apaixonada...

Sou história que o tempo não pode apagar
Voz que clama pela luz que ilumina o profeta
Alma que viaja além das estrelas e o luar
Natureza sempre em festa...Sou Poeta!.







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sábado, 6 de outubro de 2007

Versos em Oração



Respiro o perfume da noite iluminada
imantado pelo jardim de primavera
lendo os versos de tua alma abençoada
poesia carinhosa, sublime e tão sincera.

Em sintonia com tua bela oração
posso ouvir harpas divinais
coral de anjos executam uma canção
paz que não esquecerei jamais.

Agradeço emocionado tua presença
renovando minha fé e esperança
afastando a dor da longa ausência
daqueles que amei desde criança.

No silêncio faço uma prece fervorosa
na certeza que o Senhor irá me ouvir
esqueço os espinhos para ver as rosas
nos caminhos da vida a prosseguir.

Ouço o sorriso de amigos tão distantes
que generosos não me cobram perfeição
carinho que aquece e me deixa radiante
gente querida, sincera, meus irmãos.

Agradeço pelo leito aconchegante
a serenidade no dia que findou
lar que me abriga confortante
pão que o Senhor me ofertou.

Vejo a lua rodeada de estrelas
no céu sem nuvens da noite abençoada
penso na efêmera vida passageira
e o paraíso onde o Senhor fez sua morada.

Peço perdão por meus erros conscientes
e os que jamais desejei praticar
perdoando a quem viu em mim somente
aquele a quem não devemos perdoar.

Suplico por um mundo diferente
onde reine soberana a paz e harmonia
a tristeza esteja sempre ausente
e o amor fraterno seja a estrela guia.






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domingo, 30 de setembro de 2007

Bom dia meu amor !



Falo de amor e nem sei porquê
Escrevo poesias que você nem lê
Revelo meus sonhos de felicidade
Mas sou prisioneiro da cruel saudade.

Vago pelas ruas na noite sem fim
Meu coração te chama sem você ouvir
Olho o firmamento repleto de luz
Vendo nas estrelas seus olhos azuis.

O vento observa meu triste caminhar
Dissipando as nuvens que ocultam o luar
O belo prateado da estrada a luzir
Lembram as mesmas pérolas do seu sorrir.

Ouço um lamento nas ondas do mar
Que batem nos rochedos querendo passar
Penso em meu amor que é bem igual
Lindo e tão imenso que não tem final.

Fim de noite um novo dia chegando
Sobre as águas raios de sol vão brilhando
Volto para casa levando cansaço e dor
Mas ao ver o seu retrato exclamo...
Bom dia meu grande amor !





* Falcão S. R. - RJ *



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domingo, 16 de setembro de 2007

Em busca do amor




Passo a vida procurando um coração desarmado
Um abrigo imaculado sem preconceitos ou pecados
Que seja aconchegante como o ventre da gestante
Lindo oásis no deserto do sedento peregrino errante.

Que acredite no milagre de um novo nascer do dia
Transformando tempestades nas mais belas poesias
Revestido de ternura e mais sincera humildade
Isento do egoísmo que corrompe a humanidade.

Não assistindo o sofrimento como um filme de ficção
Solidário e fraterno vendo em todos um irmão
Amando os animais sem distinção fazer
Sabendo todos eles têm uma razão de viver.

Vendo nos idosos o fim que um dia o aguarda
Jamais negando auxilio a criança abandonada
Tal como a terra que mesmo pisada e ferida
Nos retribuiu com flores e os alimentos da vida.

Não esteja mergulhado em tristeza e nostalgia
Que seja um templo habitado por luz e muita alegria
Busco encontrar essa jóia do mais sublime valor
Pois tenho para entregar-lhe todo meu imenso amor.




* Falcão S.R - RJ *





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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

PIANO SAUDADE




Quando vejo os teclados de um piano
Relembro as noites que você me encantou
Da tristeza que restou, dos desenganos
Do vazio que ao partir você deixou.

Ouço os acordes de sonoras sinfonias
Que embalavam lindas noites de luar
As tuas mãos tão graciosas e macias
Que ajoelhado aos pés eu quis beijar.

Teu sorriso de ternura envolvente
Transparente como taça de cristal
Tua linda voz ecoando docemente
Teu meigo olhar de beleza angelical.

Nossa lareira invejando nosso amor
Mais flamejante do que o calor do sol
Os poemas que meu coração te ofertou
Nossos lábios molhados da cor do arrebol.

Como é cruel esta saudade traiçoeira
Que fez de mim um solitário sonhador
Pensando em ti passo noites em vigília
Em busca do amor que a vida me negou.




* Falcão S.R - RJ *



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terça-feira, 11 de setembro de 2007

FICANTES




Triste opção de quem vive
passando de mão em mão.
São os ficantes da vida,
caminhos da solidão.

Por uns dias ou instantes
se entregam como troféus,
a quem nada lhes oferece
além de uma taça de fel.

Vão vivendo como errantes
sem um amor verdadeiro;
por medo de ficarem sós,
por luxúria ou dinheiro.

Depois o leito vazio,
um telefone ao seu lado,
que não chama o dia inteiro,
pois já foi abandonado.

Testemunha da desdita,
de uma vida em decadência
aonde o tempo vai passando...
Sem que o amor faça presença.

Mentes pobres mergulhadas
no desvario e na descrença,
triste, só, e desprezadas,
desamor e turbulências.

Os cabelos prateando,
a beleza se esvaindo,
a flacidez aumentando...
Sem terem nada construído.

São os ficantes da eterna melancolia
que na nostalgia, saberão um dia,
que a suprema felicidade reside no amor e alegria...

De uma sagrada família.



* Falcão S.R - RJ *



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VIAGEM



Quando viajo na poesia, das horas esqueço
Faço do amor um mensageiro da esperança
Mesmo não sabendo do teu coração o endereço
Entrego-te a ternura que te envolveu ao ser criança.

Vejo-te levitando ao leres o poema
Que a inspiração de minh’alma te ofereceu
Porque o amor será sempre um lindo tema
A luz divina que o Criador nos concedeu.

Ao ler teu generoso comentário
Dando retoques de carinho à poesia
Ergo em peito um lindo santuário
Para acolher tua amizade e alegria.

Essa luz a quem devo tanta felicidade
Resguardando-me da tristeza e nostalgia
Não me permite saber na realidade

Onde termina o amor e começa a poesia.


* Falcão S.R - RJ *



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ULTIMATO



Por que viver dissimulando sentimentos
Se na verdade você quer o meu amor
Amargurada vais chorando seus tormentos
Lendo os poemas que você me inspirou.

O tempo passa e não dá para retornar
Melhor que venhas antes que seja tarde
E já exista outro alguém em seu lugar
Estou cansando desse seu jeito covarde
Que nem por amor você pode superar.

Não tenho vocação para viver de solidão
Sou chama ardente quer não se apagar
Meu ser reclama pelo calor de uma paixão
E delirantes desejos de seu corpo abraçar.

Esse compasso de espera é angustiante
Belas palavras se perdem no vazio
Ouvir um tango é muito emocionante
Porem não dá para dançar sozinho.

Creio que em meus versos me fiz entender
E se ainda permanecer esse amor platônico
Vou renovar minha vontade de viver
Dando adeus a esse romance frio e bisonho.





* Falcão S.R - RJ *



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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

TRISTE AMOR




Vida cansada, triste e vazia,
Momentos de eterna solidão.
Distância infinita, luzes apagadas,
Poesia sem vida, melancolia...
Fim de uma estrada.

Passaporte pra dor
Principio do fim
Caminhos sem cor
Desperdício de amor.

Sede de amar
Sentimento oprimido
Compasso de espera
Amor proibido.

Paz almejada
Jamais encontrada
Saudades do amor,
Que nem posso ver
Mas que vive comigo
Nem mais sei porque.

Pessoas que ficam a me contemplar
Achando tão triste meu jeito de amar
Alguém que espero como conto de fadas
Que um dia amanheça morrendo de amor
E venha correndo para os braços meus
Deixando para traz, os dias sombrios...
Que a vida me deu.



* Falcão S.R - RJ *


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