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domingo, 1 de novembro de 2009

Dia de Finados



Hoje procuras entre alamedas silenciosas
Levando nas mãos as flores que negastes
O sepulcro das recordações lacrimosas
Onde repousa o amor que desprezastes.

Em passos lentos pela idade avançada
Levas no rosto marcas de arrependimento
Ciente de que a beleza física não é nada
E que fatalmente se acaba com o tempo.

Sobre a campa o retrato estampa o sorriso
E o olhar brilhante que teu rosto refletiu
De quem viveu para te oferecer o paraíso
Mas que por desilusão à tristeza sucumbiu.

Molha a mármore fria teu pranto convulsivo
Ao ver na lápide teu nome em letras garrafais
E a frase de um sentimento indestrutível..."
Aqui jaz aquele que te amou demais! ".





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Falcão S.R - RJ


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tolo Coração



Madrugada fria de silêncio e solidão
Entediado vejo que somente me restou
Da juventude de sonhos e ilusão
O triste olhar que me acompanhou.

No coração o amor que doei um dia
Crendo em promessas mentirosas
Sem saber que a felicidade é utopia
E viver não é um eterno mar de rosas.

Coração tolo, romântico e sonhador
Que a luz de um olhar se enternece
Por um belo sorriso é levado pelo amor
E magoas e desilusões logo esquece.

Te carrego no peito e não tem jeito
Mesmo sabendo que jamais irás mudar
Pois para ti o amor sempre é perfeito
E nada existe que o possa superar.

Quando a dor da saudade aparece
Roubando-me a paz o sono e a razão
Logo me pedes com urgência uma prece
Para te serenar, meu tolo coração.

E assim vou vivendo de esperanças
De encontrar o que ele tanto ofereceu
Alguém que esqueça tristes lembranças
E que tenha um coração igual ao meu.




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Falcão S.R - RJ


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sábado, 29 de agosto de 2009

Por Amar Demais


Meu amor, não suporto esse silêncio atroz,
nas noites de vigília e intensa nostalgia,
onde falo contigo e só ouço o som da voz,
do coração que por ti clama em lenta agonia.

Por que foi que aos sonhos a vida entreguei,
escalando montanhas pensando alcançar,
a estrela distante que por tanto tempo amei,
sempre presente na luz de meu triste olhar.

Meu amor, como foi que te perdi, não sei!
talvez porque não me deixaste explicar,
as razões e as longas horas que me torturei,
sofrendo tanto por não poder te encontrar.

Tão perto estavas do calor de minha paixão,
dos beijos ardentes que para ti guardei,
que não poderia dissimular toda emoção,
num momento mágico pelo qual tanto esperei.

Meu amor, julguei que não poderias perdoar
meu anseio incontido de querer te amar,
esquecendo convenções, testemunhas e o lugar,
beijando teus lábios sem com nada me importar.

Foi por querer demais que meus desejos sufoquei,
para não te constranger e a maledicência expor,
que todos meus sonhos mais sublimes sepultei,
naquela noite de verão em que quase morri de amor.

Meu amor, ansioso esperei, mas o telefone não tocou,
tua meiga voz desejei ouvir para me justificar,
então finalmente pude compreender o que restou,
é apenas a saudade que nunca vai me abandonar.

Hoje vivo vagando pelas estradas sem estrelas e luar,
levando n'alma tristes recordações do que passou,
e o arrependimento de não ter ido te encontrar,
sem me importar que assistissem o meu imenso amor.





Direitos autorais protegidos por Lei.

Falcão S.R - RJ




terça-feira, 25 de agosto de 2009

REDENÇÃO



No esoterismo aprendi um dia

Que tenho um anjo da guarda
E outro chamado construtor,
O primeiro me protege e guia
O outro é mensageiro do Senhor.

Pedi ao segundo que buscasse
Respostas ao meu aflito coração
A verdade que enfim me orientasse
Na busca da eterna salvação.

Fui conduzido a primeira estrada
Inicio de minh'alma a redenção
Guiado por uma estrela iluminada
Ao vale da sublime purificação.

Vislumbrei uma placa cintilante
Indicando a estrada da caridade
Onde vaguei como um errante
Vendo as marcas da minha iniqüidade.

Ao final outra placa indicava
A estrada da benevolência
Que ao percorrer eu escutava
Os lamentos de minha consciência.

A seguir vi a estrada do perdão
Congestionada por espíritos egoístas
Aqueles que não creram na salvação
E foram por opção materialistas.

Na estrada da discórdia almas vagavam
Perdidas na escuridão do rancor
Provando do veneno que destilavam
Quando semeavam tristeza e desamor.

A estrada da vaidade refletia
A matéria pavorosa e desfigurada
Daqueles que esqueceram um dia
Que poder e beleza física não é nada.

Alcancei a praça religiosa
Onde existia calorosa discussão
Dos pretensiosos que na vida caprichosa
Pregavam ter de Deus procuração.

Na estrada da ambição senti pavor
Ao ver tanto sangue derramado pelo chão
Misturado a troféus que o homem conquistou
Nas guerras onde não existe compaixão.

Fui revivendo da vida minha história
Tanta coisa que passei sem perceber
Longa metragem de minha trajetória
Felicidade que almejei sem merecer.

Ouvi gritos, palavras sem sentido e ira
No vale da loucura e tormento
Eram aqueles que usaram da mentira
Para tirar proveito da miséria e sofrimento.

Na estrada da luxúria me choquei
Ao ver muitos que pregavam o moralismo
Nos quais fui um ingênuo que acreditei
Sem perceber que eram artistas do cinismo.

No vale da saudade me encontrei
Com os sonhos que havia sepultado
Pessoas tão queridas que amei
E hoje habitam da vida o outro lado.

No campo da tristeza me ajoelhei
Sentindo o peso de minha imperfeição
Olhando para o céu lágrimas derramei
Envergonhando com minha pretensão.

No labirinto do remorso encontrei
Os insanos declamando sem parar
As poesias que conheci e tanto admirei
Dos poetas a quem só fizeram explorar.

Na estrada do egocentrismo vi o lamento
Dos falsos pregadores da liberdade
Em retóricas ensaiadas levadas pelo vento
Sem um mínimo de escrúpulo ou verdade.

Ao meu anjo construtor agradeci
A viagem pelo longo aprendizado
Pois agora finalmente entendi
O muito que me falta ser lapidado.

Ao longe vi que uma luz resplandecia
Brilhando no mais sublime esplendor
Era o Senhor que com bondade me dizia
Que o caminho da redenção é o amor.

Dessas lições nasceu esse poema
De um coração que conheceu a verdade
Consciente que a vida é efêmera
E só o amor constrói para eternidade.




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Falcão S.R - RJ


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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sempre te Amarei


Quando fecho os olhos te vejo
E em sonhos me deixo levar
Sinto até o calor do teu beijo
Que insistes em nunca me dar.

Viajando no espaço infinito
Nem percebo o tempo passar
Vejo então teu sorriso tão lindo
Nas estrelas e a luz do luar.

Meu corpo é imenso desejo
Fogueira ardendo em paixão
Em tudo que é lindo te vejo
Dos meus versos és a inspiração.

Me perdoas pelo sentimento
Que que jamais consigo evitar
Sem ti minha vida é um tormento
E só penso em poder te amar.

No silêncio da noite tão fria
Pelas ruas sigo a caminhar
Meus olhos espelham a agonia
De querer em teus braços estar.

És sol que minha estrada ilumina
O céu azul brilhando sobre o mar
Tens a magia que encanta e fascina
Jardins floridos em teu verde olhar.

Mulher sublime de voz melodiosa
Que envolvente me inspira a compor
Tu és minha manhã radiosa
Minha poesia que exalta o amor.

Não me importa se estás longe
E a saudade vai doendo demais
Pois hoje te amo mais que ontem
E amanhã irei te amar muito mais.




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Falcão S.R - RJ

Luso Poemas

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domingo, 9 de agosto de 2009

Viver e Sonhar



Olhar perdido na imensidão do tempo,
por um amor que vive amordaçado,
como se fosse um cruel e vil pecado,
prisioneiro da saudade e sofrimento.

Mantendo a chama da fé e esperança
por um milagre que nunca acontece,
sendo tão forte às vezes até esquece,
que a vida não é um sonho de criança.

Coração amargurado por infinda ilusão,
de tão carente ignora a luz da razão,
que não permite estrelas alcançar...

Fitando o azul do distante firmamento,
decido relegar esse amor ao esquecimento,
porque viver... é muito mais do que sonhar
.






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Falcão S.R - RJ




quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Amor é o Tema



Vejo em cada passo um poema,
na vida com sol sempre a brilhar,
nos campos com perfume de alfazema,
no vôo das gaivotas sobre o mar.

Escrevo em versos minha história,
no mundo para onde vim nem sei porquê,
narrando em poesias a luta inglória,
e tudo que sonhei sem receber.

Caminho pela estrada prateada,
sob um manto de estrelas e luar,
no silêncio que envolve a fria madrugada,
busco a ternura de um doce e meigo olhar.

Sou sentimento hoje ultrapassado,
com meu jeito romântico de viver,
sou livro pelo tempo desprezado,
a memória que não tem razão de ser.

Saudoso vou escrevendo sobre o amor,
que aprendi na juventude tão distante,
canções que minh'alma embalou,
coração que entreguei tão confiante.

Para não ver sombras, fito o sol de frente,
vejo o mundo sabendo que passarei, ele não!
nos tempos modernos sou apenas diferente,
meu amor é verdadeiro e não mera ilusão.

Quero passear pela chuva de mãos dadas,
com aquela que meu coração aquece,
no jardim com perfume de flores molhadas,
maravilha que a natureza nos oferece.

Busco enxugar o pranto da saudade,
que mergulha a alma no abismo da solidão,
a dor que chega como fúria de tempestade,
mas que o amor transforma em chuva de verão.

Meus versos são simples como minh'alma,
sem a imponência das palavras rebuscadas,
serenos tal como a prece que acalma,
e a paz que existe em veredas iluminadas.

Sou mensageiro do amor e esperança,
guiado pelo que me dita o coração,
enternecido por um sorriso de criança,
sou consciente de minha imperfeição.

Em vigília, vejo a beleza da vida venturosa,
nos sonhos, o universo do Sublime Criador,
sei que a vida não é um mar de rosa,
mas sei também que sou fruto do amor.

Por isso ainda que possam me rotular,
de tolo, fraco, ultrapassado ou sonhador,
enquanto vida tiver não irei mudar,
meus versos cuja o tema é sempre o amor.

O inexorável tempo minha juventude levou,
na faculdade de permanente aprendizado,
meus cabelos os desenganos prateou,
mas o amor será eternamente meu legado.








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Falcão S.R - Rio de Janeiro - RJ

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sábado, 30 de maio de 2009

Minhas Eternas Musas



Num sonho tão divino que nunca imaginei
Buscando inspiração para escrever um poema
Nove musas da mitologia grega encontrei
Sendo agora de meus versos o lindo tema.

Urânia falou-me de minha estrela
Seus fenômenos e mágica fantasia
Que cada um tem sua companheira
Que lá do alto nos observa e guia.

Tália disse-me que a vida é uma comédia
Encenada num palco escuro ou iluminado
Depende de nos ser alegria ou tragédia
Um pesadelo ou jardim florido e abençoado.

Calíope muito eloqüente e vaidosa
Relatou-me sobre guerras e vitórias
Epopéias épicas grandiosas
Que mudaram o curso da história.

Polímnia com sua retórica envolvente
Parecendo um político enganador
Tentou me convencer inutilmente
Que só os tolos acreditam no amor.

Euterpe com seu lirismo me brindou
Exibindo seu talento em notas musicais
Tocando a flauta que o mundo encantou
Belos momentos que não esquecerei jamais.

Clio frustrada e totalmente entristecida
Com aqueles que pela paz tanto lutou
Fez um relato do que foi a sua vida
Que infelizmente o homem nunca acatou.

Érato, amável, sublime e radiosa
Lirismo que a poesia romântica fascina
A musa da ternura esplendorosa
Amor que consagra e a alma ilumina.

Terpsícore deu um show de talento
Numa dança onde parecia levitar
Como folha levada pelo vento
E beleza da luz da lua sobre o mar.

Melpômene enganou-me com seu canto
Tal qual sereia ilude o humilde pescador
Não percebendo que era amargura e pranto
O que ocultava sob o som de um falso amor.

Fui ao encontro de Mnemósine e Zeus
Para agradecer pela imensurável alegria
Por serem pais de quem ilumina os dias meus
As musas das artes, ciência e poesia.








Falcão S.R - RJ

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Amor Eterno




Cada minuto que passa é eternidade,
milagre que não pode repetir,
aumentando a tortura da saudade,
tormento que é viver longe de ti.

Rastros de luz vou seguindo
pegadas que conduzem ao mar distante,
tristeza que vai me consumindo,
como nuvens perdidas no horizonte.

Tento mudar a direção do destino,
buscando rumos onde não te procurei,
perdendo-me ao longo dos caminhos,
trilhando estradas que nunca imaginei.

Vou vivendo de saudade e esperança
que um dia possa te encontrar,
melhor sofrer de sonhos e lembranças,

que não ter um amor para recordar.

Amor que destrói ou revigora,
sentimento que não dá para esquecer,
mesmo com tempo que passa e apavora,
ele jamais consegue envelhecer.





* Falcão S.R *

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Amor em Poesia



Palco colorido da vida iluminada
Asas da canção que me enternece
Leva contigo minh'alma apaixonada
Melodia que soa como sublime prece.

Vênus deusa que norteia meu destino
E faz do amor minha fonte de inspiração
Gotas de luz que encontro no caminho
Paz que aquece e sublima o coração.

Pegadas conduzindo ao mar distante
Que sigo na areia dourada pelo sol
Olhar perdido na linha do horizonte
Coração flamejante como lindo arrebol.

Esperança renovada em um novo dia
Pássaros cantando para a vida alegrar
Ternura que a santa natureza irradia
Céu que faz azul a imensidão do mar.

Anjo divino que passeia em meus sonhos
Conduzindo-me pelo universo abençoado
Reconfortando-me nas horas que tristonho
Sinto saudade desse amor tão desprezado.

Pétalas de rosa que espalhei pelo caminho
Em que pisastes sem nem mesmo perceber
Lembranças que vão marcando meu destino
Angústia persistente que maltrata meu viver.

Nuvem clara que passa soprada pelo vento
Dissipando-se no etéreo vão desconhecido
Leva contigo a poesia inspirada no lamento
A quem quero tanto esquecer e não consigo.

Herança escrita em meu diário de memórias
Páginas manchadas pelo pranto a derramar
Verdades que no futuro serão lendas e histórias
De quem foi condenado simplesmente por amar.

Olhos espelho d'alma que a paixão pode cegar
Belo sorriso enfeitiçando o amante sonhador
Voz melodiosa como canto de sereia a enganar
O singelo, solitário e romântico pescador.

Poesia inabalável à força do tempo destruidor
Farol que orienta o viajante a navegar
Ensinando que a entrega ao amor sem destemor
É muito lindo, mas também pode torturar.





"O que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer.", Samuel Johnson.



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Amor Tristonho





Viaja minha poesia triste para abraçar
Aquela que é mais que um bem querer
Que só com os olhos d'alma posso ver
Nos sonhos em que ela vem me visitar.

Diga-lhe que em minhas noites de vigília
Em meu leito vazio seu corpo lindo flutua
E minha companhia é apenas a luz da lua
Que do alto observa toda minha agonia.

Faça-a sentir um pouco da saudade
Que invade com fúria de tempestade
Meu coração tão carente de luz e calor

Para que ela possa finalmente entender
Que a cada dia fica mais difícil meu viver
E a distância vai destruindo nosso amor.




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terça-feira, 11 de setembro de 2007

FICANTES




Triste opção de quem vive
passando de mão em mão.
São os ficantes da vida,
caminhos da solidão.

Por uns dias ou instantes
se entregam como troféus,
a quem nada lhes oferece
além de uma taça de fel.

Vão vivendo como errantes
sem um amor verdadeiro;
por medo de ficarem sós,
por luxúria ou dinheiro.

Depois o leito vazio,
um telefone ao seu lado,
que não chama o dia inteiro,
pois já foi abandonado.

Testemunha da desdita,
de uma vida em decadência
aonde o tempo vai passando...
Sem que o amor faça presença.

Mentes pobres mergulhadas
no desvario e na descrença,
triste, só, e desprezadas,
desamor e turbulências.

Os cabelos prateando,
a beleza se esvaindo,
a flacidez aumentando...
Sem terem nada construído.

São os ficantes da eterna melancolia
que na nostalgia, saberão um dia,
que a suprema felicidade reside no amor e alegria...

De uma sagrada família.



* Falcão S.R - RJ *



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VIAGEM



Quando viajo na poesia, das horas esqueço
Faço do amor um mensageiro da esperança
Mesmo não sabendo do teu coração o endereço
Entrego-te a ternura que te envolveu ao ser criança.

Vejo-te levitando ao leres o poema
Que a inspiração de minh’alma te ofereceu
Porque o amor será sempre um lindo tema
A luz divina que o Criador nos concedeu.

Ao ler teu generoso comentário
Dando retoques de carinho à poesia
Ergo em peito um lindo santuário
Para acolher tua amizade e alegria.

Essa luz a quem devo tanta felicidade
Resguardando-me da tristeza e nostalgia
Não me permite saber na realidade

Onde termina o amor e começa a poesia.


* Falcão S.R - RJ *



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ULTIMATO



Por que viver dissimulando sentimentos
Se na verdade você quer o meu amor
Amargurada vais chorando seus tormentos
Lendo os poemas que você me inspirou.

O tempo passa e não dá para retornar
Melhor que venhas antes que seja tarde
E já exista outro alguém em seu lugar
Estou cansando desse seu jeito covarde
Que nem por amor você pode superar.

Não tenho vocação para viver de solidão
Sou chama ardente quer não se apagar
Meu ser reclama pelo calor de uma paixão
E delirantes desejos de seu corpo abraçar.

Esse compasso de espera é angustiante
Belas palavras se perdem no vazio
Ouvir um tango é muito emocionante
Porem não dá para dançar sozinho.

Creio que em meus versos me fiz entender
E se ainda permanecer esse amor platônico
Vou renovar minha vontade de viver
Dando adeus a esse romance frio e bisonho.





* Falcão S.R - RJ *



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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

TRISTE AMOR




Vida cansada, triste e vazia,
Momentos de eterna solidão.
Distância infinita, luzes apagadas,
Poesia sem vida, melancolia...
Fim de uma estrada.

Passaporte pra dor
Principio do fim
Caminhos sem cor
Desperdício de amor.

Sede de amar
Sentimento oprimido
Compasso de espera
Amor proibido.

Paz almejada
Jamais encontrada
Saudades do amor,
Que nem posso ver
Mas que vive comigo
Nem mais sei porque.

Pessoas que ficam a me contemplar
Achando tão triste meu jeito de amar
Alguém que espero como conto de fadas
Que um dia amanheça morrendo de amor
E venha correndo para os braços meus
Deixando para traz, os dias sombrios...
Que a vida me deu.



* Falcão S.R - RJ *


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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

BUSCA



Busquei na noite fria e silenciosa
A alegria de um sorriso teu
Olhei para o céu e não havia uma só estrela
Para guiar-me ao encontro do teu eu.

Vi em meu leito frio em desalinho
Marcas do amor que desprezaste
Solitário, entregue à meditação do meu destino...
Encontrei no travesseiro amigo
Um fio de cabelo que deixaste.

E na luz que refletia a lembrança
Que me legaste sem mesmo perceber,
Recompus-te em meu sonho de esperança
Entregando todo meu amor ao que restara de você.

E num descuido de minha mente atormentada
Não percebi que o vento adentrou
Pela porta que não fechaste ao partir alucinada
Levando o único alento que ficou...
Dessa tortura que é viver sem teu amor.


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Falcão S.R - RJ


sábado, 2 de junho de 2007

Amor Distante





O tempo passa e numa ânsia louca
tenho pressa em te revelar,
que mesmo em sonhos beijo tua boca
e dia e noite só penso em te amar.

Em raios de sol vejo teus cabelos,
no céu sem nuvens o teu lindo olhar,
na madrugada sinto os apelos
do coração que quero te entregar.

Do meu jardim tu és a esperança,
que pousa mansa na flor para afagar,
tens o lirismo e ternura de criança
e a magia do azul do imenso mar.

Nos meus versos tua luz está presente,
musa eterna da minha inspiração,
mesmo distante te envolvo docemente,
no amor sincero e o calor da minha paixão.

Amo-te tanto que reprimo sentimentos,
tendo receio de meus desejos revelar,
passando noites de saudade e sofrimento
me confessando com as estrelas e o luar.




* Falcão S.R *

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