terça-feira, 11 de setembro de 2007

FICANTES




Triste opção de quem vive
passando de mão em mão.
São os ficantes da vida,
caminhos da solidão.

Por uns dias ou instantes
se entregam como troféus,
a quem nada lhes oferece
além de uma taça de fel.

Vão vivendo como errantes
sem um amor verdadeiro;
por medo de ficarem sós,
por luxúria ou dinheiro.

Depois o leito vazio,
um telefone ao seu lado,
que não chama o dia inteiro,
pois já foi abandonado.

Testemunha da desdita,
de uma vida em decadência
aonde o tempo vai passando...
Sem que o amor faça presença.

Mentes pobres mergulhadas
no desvario e na descrença,
triste, só, e desprezadas,
desamor e turbulências.

Os cabelos prateando,
a beleza se esvaindo,
a flacidez aumentando...
Sem terem nada construído.

São os ficantes da eterna melancolia
que na nostalgia, saberão um dia,
que a suprema felicidade reside no amor e alegria...

De uma sagrada família.



* Falcão S.R - RJ *



Protegido pela Lei 9.610 de Direitos Autorais.


www.LuzdaPoesia.com

5 comentários:

  1. Uma Verdade dos nossos dias: o desconsolo dos "ficantes", contada nos versos de um POETA SENSÍVEL e de Coração antenado com a nossa realidade. Boa tarde, Falcão! Vanuza

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  2. Sonia da Rocha Lima19 de agosto de 2008 12:14

    Parabéns pelo Blog!
    Ameiiii...!!!

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  3. quem nunca ficou que atire a primeira pedra!

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  4. essa é a pior verdade essas pessoas querem so ficar e terminam solitariais...elainy

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  5. eu amoo meu namo sabe mais elle nao ta nem aii para mim e eu acho q esse poema aiii
    eu ameii muiiiiiito:):):):)

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