sexta-feira, 7 de setembro de 2007

NÃO CHORE !



Não chore! É tempo de flores
A natureza em festa quer te homenagear
O sol brilha sobre todos os amores
Até que venha a noite
E o prateado luar.

Não chore! Os vales estão coloridos
A primavera chegou
Botões de rosa sorrindo
Paira no ar o perfume do amor.

Não chore! Os pássaros cantam
O mar espelha o azul do infinito
Teus olhos me encantam
Porque não existe brilho mais lindo.

Não chore! Tu és eterna criança
Minha estrela guia
Sublime esperança
Luz da poesia.

Não chore! A festa é tua
És da vida o calor
O encanto da lua
Rainha da estação...Amor.


Direitos autorais protegidos por Lei

Falcão S.R - RJ


BUSCA



Busquei na noite fria e silenciosa
A alegria de um sorriso teu
Olhei para o céu e não havia uma só estrela
Para guiar-me ao encontro do teu eu.

Vi em meu leito frio em desalinho
Marcas do amor que desprezaste
Solitário, entregue à meditação do meu destino...
Encontrei no travesseiro amigo
Um fio de cabelo que deixaste.

E na luz que refletia a lembrança
Que me legaste sem mesmo perceber,
Recompus-te em meu sonho de esperança
Entregando todo meu amor ao que restara de você.

E num descuido de minha mente atormentada
Não percebi que o vento adentrou
Pela porta que não fechaste ao partir alucinada
Levando o único alento que ficou...
Dessa tortura que é viver sem teu amor.


Direitos autorais protegidos por Lei.

Falcão S.R - RJ


quinta-feira, 6 de setembro de 2007

RIO




Rio que passa tão lento,
leva contigo o lamento
de minha alma vazia,
de noites tristes e tão frias,
na vida que vou vivendo.

Rio que banha as folhagens,
que beija em sua passagem
quem das margens te observa,
dos pássaros que cantam alegres,
e as flores que te rendem homenagem.

Rio espelho do céu, sol, e da lua,
tuas águas tão serenas,
beijam o corpo da linda morena nua,
que ao banhar-se em tuas águas,
se faz mais bela e mais pura.

Rio ouço o som da melodia,
que de ti ecoa sutilmente,
fazendo o coração da gente,
bater bem suavemente,
envolvido em tua paz.

Rio de alma elevada,
leva contigo minhas lágrimas,
ao encontro de minha amada,
diga-lhe que retorne apressada,
e não me deixe nunca mais.





* Falcão S.R *



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OCASO





Ao ocaso de minha vida
Paro e penso comovido
No que outrora foi tudo
E hoje nem faz sentido.

Nesse apagar de luzes
Que vi o homem criar
Nas guerras sem vencedores
Que levam o mundo a chorar.

Vi sonhos belos desfeitos
E lindas promessas esquecidas
Pessoas buscando maquinas
Com medo da própria vida.

Procurei um mundo novo
Onde pudesse encontrar
Gente de alma elevada
Conjugando o verbo amar.

E debruçado ao teclado
Num “dialogo” sem som ou imagem
Vi legendas coloridas andando de lado a lado
E símbolos de risos e sofrimentos , num oceano de saudade.

Vi horas passando rápidas
Sem perceber se era noite ou dia
E a vida que um dia tive, já não mais me pertencia
Pois interagir com o novo “mundo” era só o que queria.

Fiz amizades serenas, tímidas, felizes e engraçadas
Outras mergulhadas em ódio e preconceitos
Por serem sós ou talvez, nunca terem sido amadas
A tudo assisti pasmado e nunca entendi direito.

E fui girando na roda de um turbilhão de incertezas
Vi gente pregando solidariedade
Dizendo coisas elevadas de mais profunda beleza
Mas...Que ao serem chamadas a servir... Deram adeus a sua "nobreza".

Fui confessor, companheiro, em noites de solidão
Também fui um triste palhaço de um circo sem picadeiro e sem qualquer afeição...
E calei minhas carências abrindo meu coração
Vi confundirem minha alegria, com desrespeito e perversão.

E finalmente cansado, frustrado, desanimado, confuso em minha razão
Desliguei a quem julgava em meus devaneios e solidão
Ser mais que um "amigo" quem sabe até um "irmão".
Mas que na verdade nada mais é que uma fábrica de ilusão.

E liberto de meus sonhos pude novamente descortinar
A beleza que me cerca e me aceita com todas imperfeições
Sem nunca nada cobrar, simplesmente como sou...
Simplesmente por me AMAR.





* Falcão S.R *



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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O DIVINO MESTRE





Eu vi na escuridão da minha vida
a luz que brilhava bem distante,
era Jesus que me chamava confiante,
que um dia eu seria diferente.

De joelhos, lágrimas verteram a minha face,
ouvindo a voz que dizia ternamente:
Filho! enxugue teu pranto e segue minha estrada;
despojaste de valores que ao curso de tua vida amealhastes;
Renova-te! antes que seja tarde;
Eu sou a única luz de tuas veredas;
De todos os teus sonhos, a verdade.

Retorna ao passado e veras que milhões te antecederam,
perdendo-se nos labirintos do pecado,
em busca de valores passageiros.

Cuida para que teu corpo efêmero,
seja saudável e mais bonito,
sem contudo esqueceres o amor fraterno,
que eleva a alma as glorias do infinito.

Sejas bom, solidário,altruísta, sem preconceitos,
ama teu próximo como a ti se apresenta,
sabedor que no mundo inferior que habitas,
além das obras do Criador, nada é perfeito.

Aprende com o céu a iluminar
desde o mais puro, ao infeliz pecador,
como os pássaros que cantam ao raiar,
um novo sol de esperança e amor.

Saibas que o Pai que tudo vê,
e a centelha que habita em tua vida,
não delegou procurações nem o poder,
para ninguém de te guiar, alma querida.

Só depende de tua boa vontade,
com atitudes de amor e de bondade,
tendo a vida sublimada em caridade,
alcançar o reino onde vive a santidade.

O filho aflito busca refugio com ansiedade,
nos braços da mãe que o concebeu,
Deus que é soberano em bondade,
não abandona um só dos filhos Seus.

Assim é o Senhor teu Deus,
que te criou para com Ele habitar,
mesmo sabendo todos defeitos teus,
ao ouvir tuas súplicas irá te perdoar.









* Falcão S.R *


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terça-feira, 4 de setembro de 2007

CORTINAS




Quando as cortinas do palco se fecharem
E o silêncio reinar no palco de tua vida.
Os brilhos dos néons te abandonarem,
não existe em procura-me alma querida.

Em tua estrada verás poesias espalhadas

ofuscadas por tua insensibilidade e indiferença,
que deslumbrada foram por ti ignoradas,
mas que resistiram bravamente as tormentas.

Aquecerei-te no calor dos meus carinhos,

porque o verdadeiro amor não exige perfeição,
Não faz cobranças pelos erros do destino,
mantendo abertas as portas da bondade e perdão.

Então veras que a felicidade verdadeira,

reside no que é puro e mais singelo,
Que mesmo distante foste sempre a companheira,
razão maior dos meus sonhos e amor sincero.



* Falcão S.R *


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VIDA




Vida que segue em silêncio
Em minhas noites tão frias
Retorna à roda do tempo
Traz de volta minha alegria.

Viaja nos meus anseios
Nesse amor que me devora
Vai buscar a minha amada
Pois nem sei onde ela mora.

Entrega-lhe essa rosa tão linda
Junto com minha poesia
Elas simbolizam a ternura
E o meu amor nostalgia.

Diga-lhe que venha desfrutar
Desse meu imenso amor
Disposta a se entregar
Sem preconceitos ou pudor.

Não permitas que a doçura
De nossa ardente paixão
Seja só uma ventura
Almas gêmeas e solidão.




* Falcão S.R *

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domingo, 2 de setembro de 2007

REFLEXÕES





Sigo tentando entender o imprevisível
que me espreita ao longo do caminho,
colhendo afeto onde julguei não ser possível,
e frustrações que vão marcando meu destino.

Releio páginas amareladas pelo tempo
em meu diário de anseios e esperança,
folhas de outono levadas pelo vento,
lindas promessas transformadas em lembranças.

Restam-me poucas fichas para apostar
na roleta do futuro incerto e duvidoso,
confuso, já não sei em que acreditar,
num presente triste, frio e nebuloso.

Muda o cenário do palco iluminado
onde debalde tento fazer valer o meu papel,
somando enganos, erros e pecados,
que me distanciam da luz que vem do céu.

Infeliz em meus conceitos de avaliação,
em cada sorriso pensei ter um amigo,
passando a vida sem receber nenhum botão
de rosas que hão de cobrir meu corpo rígido.

Sinto meus lábios sequiosos por um beijo
perdendo a chama do amor de tanta espera,
na solidão, vou sepultando meus desejos,
como um jardim sem ver o sol da primavera.

Escrevo versos de paixão e amor
contraditórios à cruel realidade;
devaneios que ocultam a própria dor,
e fazem sentir o gosto amargo da saudade.

Como caldeira de vapor quase explodindo,
o coração armazenando sentimentos,
exausto de viver só me iludindo,
vou dando adeus aos sonhos e tormentos.

Hoje só existe uma verdade para me surpreender,
a derradeira chamada que não sei quando virá,
lei que o materialista teima em querer desconhecer,
retorno ao pó que ninguém pode evitar.

Ao juízo final levarei na alma
a luz sublime que minha estrada iluminou,
paz divina que revigora e acalma,
ternura de crianças que meu pranto enxugou.

Mesmo sem mágoas ou ressentimentos
não tenho motivos para me alegrar,
pois enquanto houver tristeza e sofrimento
não existe razão para comemorar.

A humanidade é a mesma que na arena
exultava ao ver o cristão ser devorado pelo leão,
e hoje assiste ao martírio do touro sem ter pena,
lançado flores sobre o sangue derramado pelo chão.

Da seara que com esmero e devoção cultivei,
ervas daninhas nasceram em profusão,
de onde tão pouco ou nada esperei,
vieram amigos, companheiros e irmãos.

Nas exceções encontro o reconforto,
natureza, fonte inesgotável de inspiração,
rogando em preces por um mundo novo,
onde o amor fraterno,não seja apenas ficção.




* Falcão S.R *

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sábado, 1 de setembro de 2007

Triste Esperança





Tanta saudade nesses versos tristes
e o amor persiste, não posso evitar!
A porta aberta desde que partistes,
tola esperança de que vais voltar.

Vago em silêncio na noite sem graça
pela mesma praça onde te encontrei;
a solidão aumenta e o tempo passa,
promessas esquecidas que acreditei.

Indiferente, ignoras as flores do caminho
que com ternura meu amor te ofertou...
dias sombrios vão marcando meu destino,
cruel herança que a vida me legou.

Cada linha que existe em minhas mãos,
mesmo um leigo consegue decifrar,
todas conduzem a um mar de ilusão
e a certeza que sempre irei te amar.

O mundo gira sem que eu possa perceber
tal qual fumaça que se perde pelo ar,
faço da poesia minha razão de viver,
buscando em cada verso te encontrar...

Relembrando apenas os bons momentos
que apaixonado estive ao teu lado,
esqueço-me do teu adeus todos tormentos,
perdoando por amor os teus pecados.

Mantendo a chama da ternura aquecida
e as rosas que com carinho cultivei,
vou regando o jardim de nossas vidas,
porque de ti, jamais esquecerei.




* Falcão S.R *


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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

DESPEDIDAS




Não gosto de despedidas,
elas são sempre sofridas,
prenúncio de solidão,
um gosto amargo de saudade,
como um barco que à deriva,
se perde na amplidão.

Não gosto de despedidas,

tem cheiro de flores mortas,
são tristes como um céu sem estrelas,
tal qual um viajante em noite escura,
desesperado batendo em vão em uma porta.

Não gosto de despedidas,

elas me fazem sofrer,
trazem a certeza que para sempre,
mesmo que eu não te conheça,
nunca irei te esquecer.

Não gosto de despedidas,

sinto minha alma vazia,
o vento sopra frio, gelando minha agonia
de que ao menos tu saibas,
do quanto eu te queria.

Não gosto de despedidas,
sinto a verdade da vida,
que fatalmente um dia nos vai separar,
o "desconhecido" que nos espera chegar,
o ocaso de uma estrela,
sepulcro do verbo amar.




* Falcão S. R *

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